20 maio

Benefícios da ergonomia aplicada nas salas de aula

Embora o governo brasileiro tenha anunciado investimentos na área da educação, o país ainda tem uma série de desafios a superar. Além da nessecidade de oferecer mais vagas e aumentar o acesso ao ensino público, é necessário garantir que os mais de 45 milhões de alunos do ensino público sintam-se motivados e interessados em permanecer nas salas de aula e melhorarem as suas notas.

A situação atual, porém, ainda parece distante do ideal. Na semana passada foi divulgado o último ranking mundial de qualidade de educação, promovido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), onde o Brasil ocupa a 60ª posição entre 76 países avaliados.

Para garantir um bom desempenho dos alunos, é necessário também adequar o ambiente escolar às necessidades dos alunos, uma vez que a escola desempenha um papel importante no desenvolvimento físico, cognitivo e social. Neste sentido, a ergonomia é uma importante ferramenta que pode contribuir não só para o bem estar e o rendimento dos alunos, como também dos professores.

 

Cadeiras sem postura

Apesar da ergonomia na sala de aula envolver aspectos físicos relacionados à iluminação e climatização, o principal aspecto está nas condições de mesas e cadeiras. Pesquisas feitas com alunos e professores de diferentes escolas no país revelam que 78% dos problemas estão relacionados diretamente às cadeiras escolares. Destes problemas se destacam a inadequação postural e o dimensionamento inadequado da largura e da altura dos assentos, e podem vir a causar as seguintes consequências:

  • Devido ao fato de muitos alunos passarem quatro horas com o tronco flexionado para realizar anotações e prestar atenção no professor, é comum que ocorram, por exemplo, dores e desconfortos em toda a extensão da coluna vertebral, dos ombros e do pescoço.
  • Outra dificuldade percebida é pelo fato das cadeiras não oferecerem apoio para toda a extensão do quadril, o que reduz a capacidade de variar a postura.
  • Além disso, a altura do assento muitas vezes é mais elevada do que deveria, impedindo que o aluno apoie a planta do pé com conforto no chão, causando má circulação sanguínea nas pernas e pés e, consequentemente, inchaço, dormência e o aparecimento de varizes.

 

Soluções para os assentos

A partir destas análises, as escolas passaram a investir em mobiliários alternativos para proporcionarem maior conforto aos alunos. A primeira mudança constatada foi a aquisição de cadeiras com maior dimensão e com revestimento acolchoado no encosto e no assento. Com o tempo, as escolas públicas também estão buscando cadeiras com sistemas de regulagem, de forma que o aluno poderá ajustá-la de acordo com as suas necessidades.

Porém, há outros cuidados que precisam ser levados em consideração na hora de escolher a mobília das salas de aulas. Conforme o apresentado nas pesquisas, é necessário ficar atento aos seguintes aspectos:

  • A cadeira precisa oferecer espaço para acomodação das nádegas;
  • O encosto deve abranger a região lombar e parte da torácica, com espaço entre a parte posterior da perna e borda frontal do assento;
  • Os pés devem estar integralmente apoiados no chão;
  • A altura da superfície de trabalho das mesas deve ser tal que os cotovelos apoiem-se sobre a mesa ou estejam numa altura ligeiramente inferior, em relação à sua superfície.

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