9 fev

Empresas que investem em ergonomia mostram os resultados

Em muitas empresas, os funcionários estão sujeitos ao estresse causados pelo excesso de trabalho e pela correria para cumprir os prazos. Somado ao fato de que muitos passam sentados em frente ao computador boa parte do tempo, os trabalhadores ficam sujeitos a uma série de doenças ocupacionais, que afetam não apenas a produção mas geram uma grande despesa.

Cientes destes problemas, as empresas passaram a adotar medidas preventivas no ambiente de trabalho. E, a cada ano, este investimento já está mais presente: atualmente o mercado voltado à qualidade de vida nas empresas movimenta cerca de R$ 3 bilhões por ano, sendo considerado um dos que mais cresce no Brasil, de acordo com o jornal Financial Times.

 

Investimento que deu certo

Entre as medidas que mais recebem investimento são os programas de Ergonomia, que, apesar do investimento inicial elevado, acaba gerando resultados rapidamente: além de apresentar uma economia de encargos referentes à saúde do trabalhador, as práticas ergonômicas fazem com ele se sinta mais satisfeito e motivado para realizar as suas funções.

O investimento em ergonomia também oferece outras vantagens. De acordo com o levantamento feito pela consultoria Great Place to Work®, as empresas que investem nestas medidas também acabam atraindo mais talentos, possuem um ambiente que estimula a inovação e a criatividade, geram melhor atendimento aos clientes, estabelecem uma relação de maior colaboração e reduzem o número de demissões.

 

Blitz preventivas e descanso para o corpo

Atentes a esses aspectos, as organizações já observam os resultados destas ações e compreenderam a importância deste investimento. A Whirpool Latin America, por exemplo, realiza desde 2010 o Programa de Ergonomia, que conta com uma equipe qualificada à inspeção e a análise dos postos de trabalho. Há cinco anos, a unidade localizada em Rio Claro (RJ), realizou 200 ações de ergonomia em mais de 550 postos de trabalho, beneficiando diretamente 1800 funcionários.

Entre as ações do Programa de Ergonomia há a inclusão da ginástica laboral, para melhorar a postura e diminuir as tensões, o Programa Pause, uma parada de 10 minutos para quem completou 6 horas de turno, para descansar a musculatura, e o Rodízio de Postos, que promove o revezamento com o objetivo de alternar os movimentos e a postura durante o expediente.

Outro exemplo é a empresa GSW, voltada ao setor de tecnologia de informação, que começou há cinco anos um projeto chamado Blitz Ergonômica. Através desta iniciativa, as estações de trabalho, posição dos colaboradores em relação às mesas, cadeiras, monitores entre outros são avaliados mensalmente para evitar o surgimento de doenças ocupacionais. Além disso, a empresa também investe em programas de ginástica laboral no próprio local de trabalho para garantir maior disposição e motivação dos funcionários. A empresa percebeu que, com o passar do tempo, houve uma redução considerável de problemas físicos e psicológicos, como o estresse e tensões musculares.

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