27 out

4 medidas para reduzir acidentes de trabalho nas empresas

Da ausência de equipamentos de segurança ao cansaço extremo, são diversas as causas de acidentes de trabalho no Brasil, o quarto país com registro mais alto, mais de 700 mil incidentes por ano de acordo com dados da Previdência Social e do Ministério do Trabalho. Eles ocorrem em empresas dos mais variados portes e setores, e o afastamento de trabalhadores das suas funções custaram aos cofres públicos, entre 2012 e 2016, um impacto de R$ 22 bilhões. Isso, considerando apenas os trabalhadores formais. Se incluídas as ocupações informais, o valor pode chegar a R$ 40 bilhões.

A responsabilidade por estas situações ocorrerem pode ser atribuída às empresas, mas também aos próprios profissionais. Bem como a tarefa de evitar os acidentes, que deve ser compartilhada entre empregadores e empregados. Afinal, a prevenção certamente é interesse de todos e, segundo especialistas, é a única maneira de se combater estes índices.

Mas como prevenir? Medidas relativamente simples podem ser tomadas para evitar que funcionários sofram acidentes. A seguir, sugerimos quatro delas:

1 Analise os riscos a que seus colaboradores estão expostos

Em primeiro lugar, destacamos que cada empresa terá seus riscos particulares, de acordo com as suas atividades. Um escritório certamente não oferece os mesmos riscos que uma indústria química, por exemplo. Então, é necessário identificar as situações de risco que podem acontecer a cada momento das tarefas que o colaborador deve executar, para que se possa planejar as condições de minimizar ou evitar os acidentes. A conscientização é muito importante, mas ela parte da correta observação do que pode acontecer e do que pode ser feito para minorar esses riscos. Se for bem orientado, o trabalhador saberá conviver com os riscos que sua atividade acarreta, mas será mais cuidadoso para evitar lesões.

Por parte dos empregadores, é importante conhecer as normas reguladoras – como a NR 17, por exemplo, que prevê a análise e a intervenção ergonômica.

2 Eduque seus colaboradores para a prevenção

A legislação trabalhista brasileira prevê a realização da Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT). Esta é sem dúvida uma ótima oportunidade para trabalhar com seus funcionários a conscientização dos riscos e os cuidados preventivos que se deve ter no ambiente laboral. Palestras educativas, especialistas convidados para falar sobre prevenção, cartazes e muitas outras atividades voltadas a educar os funcionários devem ser realizadas.

Afinal, não há como evitar aquilo que se desconhece. Portanto, se os funcionários não sabem os riscos a que estão expostos, o que deve ser feito para evitar ou como agir se ocorrer algum incidente, não haverá medida preventiva eficaz.

3 Incentive atividades voltadas à saúde e à qualidade de vida

Para desempenhar bem suas funções, um colaborador precisa de conforto, segurança e qualidade de vida. Aqui, estamos nos referindo também à prevenção das doenças ocupacionais (você pode ler mais sobre isso em nosso blog clicando aqui, aqui e aqui) como LER, DORT, lombalgias e outras. Ocorre que a postura inadequada, as longas horas em pé ou sentado sem se movimentar, uma iluminação inadequada, por exemplo, podem trazer consequências danosas à saúde do colaborador, acabando por causar seu afastamento e os decorrentes prejuízos.

Para promover a saúde e o bem-estar dos seus funcionários, muitas empresas vêm investindo em programas de reeducação alimentar e postural, horários em que são oferecidas massagens rápidas, convênios com academias e sessões de ginástica laboral.

É importante, também, levar ao conhecimento dos colaboradores os riscos para doenças crônicas como diabetes, obesidade e hipertensão, que podem trazer danos graves à saúde e à capacidade laboral.

4 Invista na ergonomia

A ergonomia trata do estabelecimento de um ambiente seguro e confortável para todos. Então, é um cuidado muito importante, afinal, trabalhar em um local que oferece o conforto e a segurança que você precisa faz com que você produza mais e melhor, com menor propensão a sofrer algum acidente por descuido ou cansaço, por exemplo. Principalmente se, à ergonomia, alinham-se as medidas de que falamos anteriormente.

E se você pensa que ergonomia trata apenas do mobiliário adequado, engana-se. Equipamentos de proteção individual (EPI) e equipamentos que favoreçam a postura correta enquanto se desempenha a atividade, pausas para alongamentos ou atividades como a ginástica laboral também podem ser enquadradas nos cuidados ergonômicos.

Portanto, cadeiras e mesas ajustáveis aos diferentes tamanhos e compleições físicas, luvas, capacetes e roupas de proteção, além de suportes para notebooks, mousepads e apoios para os pés também são boas medidas ergonômicas a serem consideradas.

Continue acompanhando nosso blog e fique sempre por dentro de dicas e informações úteis para a ergonomia e a manutenção da saúde – sua e dos seus colaboradores.

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