28 set

Como fazer a gestão da ergonomia no trabalho?

Adotar uma postura ergonômica é uma das principais premissas de uma empresa. No entanto, quando falamos em ergonomia não se pode entendê-la apenas como o cumprimento de uma lei, pois ela é parte de um modelo de gestão que tem como proposta melhorar a relação do trabalhador com o seu ambiente laboral.

O objetivo é que o gerenciamento ergonômico funcione como parte integrante dos processos relacionados à segurança dos colaboradores, impactando na minimização ou neutralização dos riscos surgidos no ambiente de trabalho. Para isso, é claro que é preciso cumprir com a Norma Regulamentadora 17 (NR17) e tudo o que ela prevê. Porém, é importante lembrar que esse deve ser um procedimento diário e estar na agenda dos profissionais de gestão.

Confira, a seguir, as principais dicas para realizar uma boa gestão ergonômica no seu negócio:

 

Análise qualitativa da ergonomia no trabalho

Um primeiro passo é aproximar-se dos colaboradores para conhecer como eles se sentem no ambiente de trabalho que você oferece. A ideia é que se faça um estudo para conhecer como o profissional se sente no seu dia a dia, e nesses momentos é imprescindível a participação da equipe. Para isso, é possível realizar uma análise de risco dos postos de trabalho por meio entrevistas com os colaboradores, que devem responder com toda sinceridade os questionamentos feitos, pois é dessa maneira que se realiza um diagnóstico de forma muito mais orgânica e realmente verdadeiro.

 

Controlar dados sobre afastamentos

Segundo dados levantados pelo Ministério do Trabalho, por ano, em todo o País, ocorrem cerca de 700 mil acidentes laborais, com causas majoritariamente relacionadas com a falta de segurança e de ergonomia. Nesse contexto, os afastamentos no trabalho cresceram 25% em dez anos no Brasil, somando 181,6 mil casos em 2015. Além disso, segundo o ranking de auxílios-doença do INSS, em 2016 a dor nas costas foi a doença que mais afastou trabalhadores no Brasil por mais de 15 dias.

Então, por conta desse cenário, além de avaliar os riscos que os profissionais podem vir a sofrer durante o expediente e estar constantemente monitorando as suas interações com o ambiente de trabalho, é importante conhecer dados que envolvem a prática ergonômica – como o número de afastamentos que ocorrem devido às más condições do espaço laboral. A partir disso, é agir de maneira proativa e procurar entender onde a sua empresa está falhando. Muitas vezes, a escolha dos móveis, como cadeiras e mesas, e utensílios adequados, podem funcionar como solução para o problema de afastamentos.

 

Elaboração de laudos ergonômicos

Outra prática muito importante para os gestores é priorizar a elaboração do laudo ergonômico, um documento que atesta as condições ergonômicas de alguma atividade específica desenvolvida dentro da empresa. O material pode servir para avaliar os métodos utilizados pela organização para a realização de atividades e deve conter dados sobre as condições do ambiente de trabalho, bem como as operações desempenhadas e os equipamentos utilizados. É uma forma de saber detalhadamente o que precisa ser reparado, modificado ou mantido pela empresa, tanto em processos quanto em material.

Além disso, é preciso lembrar que o Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da NR17, determina que todas as empresas com postos de trabalho que apresentam riscos ergonômicos realizem a AET (Análise Ergonômica do Trabalho), sendo passíveis de notificação caso essa norma não seja cumprida. E como está a gestão ergonômica da sua empresa?

 

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