17 Maio

Ergonomia cognitiva aliada à ergonomia física: a fórmula para aumentar a produtividade

 

Você sabia que as técnicas ergonômicas podem ser trabalhadas em diferentes contextos, inclusive abordando questões mentais, emocionais e psicomotores dos trabalhadores? Além de melhorar aspectos físicos, tornando o ambiente de trabalho mais confortável, também existe a ergonomia cognitiva, ocupando-se da saúde psicológica dos colaboradores. E as duas podem ser aliadas.

Ocorre que as atividades humanas são integradas em diversos aspectos. Por isso, os outros tipos de ergonomia, como a organizacional e a física, acabam por influenciar nos processos cognitivos. Por exemplo: se o trabalhador não se sentir confortável e seguro em seu posto de trabalho, certamente sua atenção e produtividade serão impactadas.

Por sua vez, a ergonomia cognitiva está ligada ao processamento de informações no contexto de execução de tarefas e resolução de problemas dentro da empresa. Estando, assim, ligada à percepção, atenção, memória e tomada de decisões. Ou seja, enquanto a ergonomia física lida com a otimização da execução das tarefas, esta trabalha com as respostas emocionais de cada trabalhador, buscando melhorar sua produtividade.

E a união desses dois conhecimentos pode levar os colaboradores a alcançarem resultados mais eficazes. Afinal, a ergonomia física vai proporcionar conforto e evitar acidentes laborais, e a ergonomia cognitiva fica responsável por trabalhar a mente dos colaboradores, trazendo benefícios como:

 

– Melhor retenção de conhecimento

A própria palavra “cognição” significa adquirir conhecimento. Na ergonomia cognitiva, a ideia é tornar o indivíduo mais preparado para reter o que foi aprendido.

 

– Maior atenção na realização das tarefas

Quando o local oferece boas condições para a mente, os profissionais se tornam mais atentos à realização de suas tarefas, mais motivados e positivos.

 

– Precisão nas tomadas de decisão

A ergonomia cognitiva também visa a tornar os trabalhadores mais seguros nos momentos em que forem exigidas tomadas de decisão.

 

– Redução da rotatividade

Profissionais que se sentem confortáveis com o ambiente oferecido pela empresa e que percebem sua evolução tendem a querer manter-se na organização.

 

Exemplos de ergonomia cognitiva na prática

 

– Treinamento e desenvolvimento de pessoas: estimule novas habilidades e aprendizados dos profissionais a partir, por exemplo, de programas de desenvolvimento de talentos.

 

– Jornada de trabalho: ao passar muito tempo executando a mesma tarefa, a atenção do colaborador tende a cair. Por isso, proporcione curtos intervalos de descanso para manter esse nível de atenção equilibrado.

 

– Ginástica laboral: aliando ergonomia física e cognitiva, essa atividade estimula determinados hormônios que melhoram a memória, o humor e a atenção.

 

– Organização: como falamos, o ambiente físico é uma grande influência para a desatenção, isto é, um local desorganizado tende a desconcentrar o colaborador, até mesmo provocando sensação de estresse.

 

Por isso, analisando tudo que você já conhece sobre ergonomia física e a aliando à ergonomia cognitiva, é possível encontrar a melhor “fórmula” para aumentar os resultados positivos do seu negócio. Reduzindo riscos de acidentes de trabalho, proporcionando maior conforto na execução das tarefas e ainda conseguindo lidar com as questões emocionais dos profissionais, sua empresa estará formando profissionais mais capacitados.

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